O presidente da Câmara Municipal de Ibiporã, vereador Lafayette Forin, abriu a Sessão solicitando ao vereador Orlando Ferreira que fizesse a leitura de um trecho da Bíblia Sagrada. Em seguida, anunciou a discussão e votação da Ata da Sessão Ordinária anterior, e como não houve manifestações a declarou aprovada. O presidente solicitou então à vereadora Maricélia Soares de Sá (Mari de Sá), Primeira Secretária da Casa, para que procedesse a leitura das matérias do expediente.

Na abertura da Ordem do Dia, colocou em primeira discussão e votação artigo por artigo do Projeto de Lei 012/2016, de autoria do Executivo Municipal, o qual altera a Lei Municipal nº 2.172, de 11 de junho de 2008, que dispõe sobre o Zoneamento do Uso e Ocupação do Solo da área urbana do Município, e a Lei Municipal nº 2.172, de 11 de junho de 2008, que dispõe sobre o Sistema Viário do Município de Ibiporã e trata sobre a Zona de Amortecimento do Parque Estadual de Ibiporã.

O vereador Lafayette Forin solicitou a palavra e disse: “Peço licença aos pares, para a gente retirar por mais uma sessão porque ainda não veio o substitutivo que a gente solicitou pro Executivo”. Em seguida, a proposta foi colocada em votação e aprovada por unanimidade dos vereadores presentes para a retirada por mais uma sessão do Projeto de Lei 012/2016.

Na sequência dos trabalhos, os presidentes das Comissões de Justiça, Legislação e Redação, vereador Hugo Furrier, e de Finanças, Orçamento e Toma de Contas, vereadora Mari de Sá solicitaram prorrogação de prazo por mais 30 dias, conforme definido em reunião das respectivas Comissões Permanentes, realizada dia 30-06-2016, para exarar parecer ao Projeto de Lei 018-2016 (Autorização para alienação de bens imóveis), considerando o ofício n° 319/2016/Gab, do Executivo Municipal, solicitando prorrogação de prazo para encaminhamento de informações solicitadas.

A vereadora Mari de Sá solicitou a palavra e disse: “Bom, esta prorrogação foi solicitada devido a uma informação que foi ao Executivo que nós estamos aguardando que é da alienação de bens, que é a questão dos valores que foram solicitados para que a gente possa fazer aí uma votação como mais tranquilidade, com mais informação, então eu acredito aí que dentro deste período de 30 dias a gente consiga ter estas informações”. A prorrogação foi colocada em votação e aprovada por unanimidade de votos dos vereadores presentes à sessão.

EXPLICAÇÕES PESSOAIS – O vereador Roberval dos Santos solicitou a palavra e disse: “Boa noite presidente, vereadores; boa noite agricultores, servidores públicos que estão conosco esta noite; e boa noite a toda a população através da Rádio Alternativa FM que têm ouvido atentamente a nossa sessão, e a gente é prova disso porque a população tem falado nas ruas que tem acompanhado e isso é bom, no momento de crise como esse, embora que teria de ser sempre, mas num momento de crise política, econômica e moral que nós atravessamos, infelizmente, principalmente na classe política, que a população esteja acompanhando o que está acontecendo, então minha boa noite à população. Eu quero tratar de dois assuntos, um é o convite, confirmar um convite para os vereadores, aproveitar o espaço aqui da Rádio Alternativa para também convidar toda a população que puder comparecer. Amanhã, às 8h30, haverá no Cine Teatro Padre José Zanelli a abertura oficial do 2º Prêmio Rubem Alves. Relembrando aqui a população, os vereadores já sabem, nós fizemos várias votações sobre o projeto, nós tivemos, no ano passado, a primeira edição do Prêmio Rubem Alves, onde foram apresentados pelos alunos da rede pública estadual, do Ensino Médio, também da rede privada, trabalhos sobre cidadania onde trataram de Orçamento Público, sobre Administração Pública. No ano passado o grupo vencedor, do Colégio Unidade Polo, além da premiação de placas e medalhas, foi visitar, em Curitiba, o Palácio do Iguaçu, a Assembleia Legislativa, acompanhados pelo vereador Lucas Keller Botti e eu, que fizemos parte desta comitiva, que foi de grande conhecimento tanto para nós quanto para os estudantes, que tiveram este crescimento. E amanhã é abertura desta segunda edição, onde todos os colégios estarão presentes para uma palestra magna, sobre três temas. O prefeito vai falar sobre o Executivo; o juiz Sérgio Neme, diretor do nosso Fórum, vai falar sobre qual o papel do Judiciário em relação à cidadania; e nós estaremos falando sobre o Legislativo, cada palestrante vai falar por 15 minutos, então acho que será rápido, das 8h30 até umas 10 horas, eu acho que acaba, então abro este convite a todos os vereadores que puderem comparecer, às pessoas que aqui estão, à população, para que estejam presentes pois movimenta bem as escolas e os alunos. No ano passado fomos testemunhas de que eles estiveram muito aqui na Câmara, conversaram com vários vereadores, com o prefeito, com os secretários, e aprenderam mais sobre cidadania, política e as atividades destes três poderes, inclusive até como fiscalizar e participar mais da vida pública. O segundo assuntos, senhor presidente, nobres pares, é só para relembrar aqui que nós conversamos, na semana passada, sobre a proposta de criação o fundo municipal de segurança para a nossa cidade, e graças a Deus, a gente ter falado aqui repercutiu, teve tanto notícia na televisão, quanto num blog, o TV News, que falou sobre a matéria durante a semana, e nós também postamos no Facebook a divulgação do TV News e deu bastante movimentação, a população, realmente, deu para perceber, e a gente já era consciente disso, que a segurança pública é um tema que tem preocupado muito a população, principalmente nos dias atuais, ela sempre preocupou, mas nos dias atuais está bem complicado. E essa proposta que nós fizemos será discutida na quarta-feira da semana que vem, vou convidar as pessoas hoje e na próxima sessão também, porque no dia 13 será discutida com o Conselho de Segurança, mais uma vez a reunião vai ser nos fundos da Igreja Católica, haverá a presença da Associação Comercial e de tantos outros órgãos para tratar do assunto. Eu quero só fazer um parêntesis aqui sobre a proposta de criação do fundo, por que a gente propôs que o fundo fosse criado com recursos rateados entre os comerciantes, qual foi a origem desta ideia, por quê? Nas reuniões que nós estivemos, desde lá na reunião na Zona Rural, quando houve aquele assalto ao morador do campo, onde foi explanado aqui na Câmara toda a questão de roubo de animais, bomba d’água e outras coisas que estavam acontecendo na Zona Rural, nós também percebemos que há insegurança por parte dos comerciantes. Nós tivemos em uma reunião do Conseg, quase um mês atrás, a presença de muitos comerciantes, inclusive de representante do posto de gasolina do Armando Cardamone, que foi alvo de um assalto no banco Sicoob, até levou tiro, e graças a Deus ele foi livrado da morte, por milagre, e a preocupação é da população toda, mas se nós prestarmos atenção, se formos hoje ao comércio, se a gente pegar posto de gasolina, que movimenta muito recurso, vai ter um segurança privado pago pelo comerciante, se você for em supermercado vai ver na porta um segurança particular cuidando do supermercado, em lotéricas, farmácias, onde movimenta mais dinheiro, então você acaba vendo que o próprio comerciante está sendo onerado, e quando a gente lançou a ideia, nós somos conscientes da legislação, nós sabemos que a segurança, se for olhar na constituição, ela é um dever do Estado, não é dever do Município, até o próprio prefeito falou na última reunião do Conseg que ele não iria onerar o Município porque realmente é uma obrigação do Estado. Mas se nós olharmos para o Estado, a gente vai ver que, o governador esteve em Londrina na sexta-feira, e ele falou que talvez não vá ter dinheiro para cumprir o compromisso com os professores estaduais firmado no ano passado. Ele disse que iria pagar parcelado, os professores encerraram a greve, voltaram ao trabalho, e agora ele está falando de enviar para a Assembleia para revogar a lei. Então, embora sejamos sabedores que a segurança é um dever do Estado, nós estamos vivendo num estado que não tem condições, eu acho louvável a iniciativa do poder público municipal, o prefeito, vereadores que puderam acompanhar, o Conseg, que estiveram em Curitiba, e com certeza virá algum benefício para a cidade, está correto este posicionamento, com certeza virá uma viatura, ou aumentará o número de contingente, mesmo de uma maneira pequena, mas é uma luta, é uma busca. Agora a ideia do fundo municipal de segurança é para tentar melhorar de uma maneira mais efetiva, mais definitiva, que seria a criação da guarda civil municipal, com este recurso que os comerciantes iriam fazer o rateio através da metragem, do tamanho do seu comércio, então o pequeno comerciante, de acordo com o tamanho do seu comércio, pagaria valores baixos, 50, 100 reais, por ano. O grande comerciante, que é a indústria, no parque industrial, que tem 10 mil metros, 15 mil, 5 mil, este pagaria 5 mil reais, 10 mil reais, por ano, mas são empresas que faturam 2, 3, 5 milhões de reais, por mês, eles têm condições, embora seja obrigação do Estado, embora todo empresário já pague um monte de impostos, nós sabermos que 42% do PIB brasileiro é comprometido com imposto, se você tomar uma Coca-Cola de 3 reais, 1 real e 20 é imposto, então nós sabemos disso, que a tributação é alta, mas a questão é nós estamos vivendo em um Estado de 399 municípios, quando nós fomos à reunião do Conseg nós ouvimos do comandante regional do 5º Batalhão, major Campos, falar que em Londrina atualmente tem oito viaturas operando. Uma cidade de 600 mil habitantes, com oito viaturas operando, realmente é calamitoso. E os bandidos já sabem disso. Então, se aqui em Ibiporã, a gente conseguir formar um fundo próprio, com recursos que o comerciante hoje paga muito mais na segurança privada, a gente conseguir aumentar o nosso efetivo com a guarda municipal em 20 profissionais, 15 profissionais, que estejam vistoriando, fazendo a ronda nas escolas, nas ruas centrais, estejam andando pelas ruas da cidade, no comércio, com certeza nós vamos liberar tempo, e vamos liberar o efetivo da Polícia Civil e da Polícia Militar para que eles possam atuar nos grandes problemas de segurança pública, e nós poderemos fazer este trabalho de ronda que estamos falando com a guarda civil municipal. A ideia que a gente colocou de ratear entre os comerciantes é que eles são os mais visados, embora toda a população tenha este problema, o comerciante já está gastando do ponto de vista particular, então não é uma ideia impossível, e eu visitei vários comerciantes, e eu, com certeza, eu sou comerciante também, e com certeza a gente tem risco também, a grande maioria, não é pouco não, a grande maioria, 95% dos comerciantes que nós já falamos aceitaram a ideia, querem a ideia, mas não quer dizer que tem de implantar isso goela abaixo, nós só colocamos o problema no ar, e a condição de discutir com o Conseg, com a Prefeitura, com os vereadores, com a sociedade organizada para que seja melhorado, seja corrigido, tem alguma coisa errada? Vamos melhorar, vamos arrumar. Mas para que a gente possa, se aprovado, se for entendido que é uma das possibilidades, não vai resolver toda a segurança, mas vai amenizar, porque é uma das possibilidades para amenizar, então nós queremos falar que é uma proposta que está no ar, local, que a gente tem condições de pelo menos discutir. Então, houve um mau entendimento aí em algumas questões, que a gente percebeu, mas a ideia é neste sentido. O empresário já paga, de forma privada, pela segurança, e a guarda civil daria uma amenizada, o próprio comerciante Armando Cardamone, quando conversei com ele, concordou plenamente. Então são situações que nós resolvemos trazer mais uma vez aqui para esclarecer de forma melhor a população que nos ouve. Obrigado presidente, obrigado a todos pela paciência da explicação.”

O vereador Orlando Ferreira solicitou a palavra e disse: “Senhor presidente, demais companheiros e amigos, como falamos na semana passada, a ideia é boa só que depende de dinheiro, e do jeito que a coisa anda se você amanhã onerar o comerciante com mais uma taxa vai haver chiadeira, uma choradeira, porque não adianta você botar 20 guardas aqui em Ibiporã, aqui precisava de um guarda em cada esquina pelo menos para amenizar um pouco. Embora tudo isso, a ideia é boa, mas precisa amadurecer, precisa ver a receptividade do comerciante, que já está até aqui de imposto vai aceitar. Mas nós sabemos que o grande problema não é nós colocarmos remendo em roupa velha, nós precisamos ter uma política diferenciada porque começa lá de cima, quando nós estamos vendo hoje os grandes empresários fazendo o que estão fazendo com as propinas e superfaturamento nos empreendimentos, nós ficamos estarrecidos e com vergonha de sermos brasileiros. Todo dia, jornal anuncia um roubo diferente, não tem onde mais o pessoal roubar. Interessante que o pessoal, você bota uma tornozeleira nele, agora não tem nem tornozeleira para botar nos homens, e manda para casa, para poder cumprir em casa. Um cidadão que roubou bilhões do povo, e cada dia aumenta mais o rombo, então se não cumprir a lei, porque na verdade não há punição, a impunidade hoje é muito grande, além de tudo as nossas cadeias, penitenciárias, não oferece nada para você recuperar um bandido, um drogado, enfim um fora da lei. Você vai na nossa cadeia, já disse na semana passada aqui, onde você, tem tanta gente que agora tem de dormir em pé porque não cabe deitado. A comida é nojenta, asquerosa, fedida, que as pessoas que estão lá dentro, muitos estão doentes por causa da alimentação ruim que servem lá, e cara, que o governo paga que é dinheiro do povo. Então como é que você pode recuperar um sujeito que está lá dentro que foi preso porque estava envolvido com uma bicicleta que roubou, que entrou em uma loja, que tem de ser punido, de repente ele olha lá em cima aqueles homens roubando milhões e estão soltos, e eles ali embaixo estão presos porque roubou um pouquinho, sai dali de dentro pior do que entrou. Na realidade toda medida é importante, a ideia do companheiro é boa, mas se o governo não tomar medida de haver punição severa para os bandidos que estão não só lá, em todo lugar, ta em Brasília, mas também está aqui em Ibiporã, em todo lugar, se não houver punição, correção, oportunidade para que essa pessoa possa se recuperar, você pega aqui na nossa cadeia tem mais de 100 presos, 90% dos que estão presos envolvidos com droga. A questão da droga hoje manda na nossa cidade, os traficantes mandam na cidade, e não tem o que fazer porque a cidade inteira está envolvida com gente vendendo droga e não tem o que se fazer, porque o próprio delegado disse o que eu posso fazer? Eu não posso colocar uma polícia em cada esquina, eu não tenho gente para isso. Então, companheiro Roberval, a sua ideia é boa, espero que isso possa amadurecer, mas não vai resolver porque a coisa é muito mais grave e do jeito que está indo, do jeito que está caminhando, se o governo não tiver pulso firme, não tiver autoridade, punição, nós hoje como família estamos presos dentro das nossas casas, temos medo de sair às ruas porque os bandidos estão soltos porque a polícia, que tem de prender, não tem onde pôr, porque não cabe, e quando prende também não recupera, então você fica enxugando gelo, não resolve nada.” Em aparte o vereador Roberval dos Santos disse: “Companheiro, agradeço o seu entendimento, vou contar com o seu apoio se a proposta caminhar, vamos ver o que o Conselho de Segurança e a Associação Comercial falam, mas a guarda civil municipal, na verdade, o objetivo maior é o da inibição pela presença, é lógico que poderá haver uma prisão, mas o objetivo maior é que ela esteja naquele lugar que a polícia não está, e o fundo também não vê só a questão de contratar o guarda municipal, a ideia é até de que tenha recurso para recuperar as viaturas da Polícia Militar e Civil.” Em aparte o vereador Lafayette Forin diz: “Com licença, só um minutinho, quais cidades a guarda municipal tem várias, a guarda civil municipal, quais cidades que têm?” O vereador Roberval dos Santos retoma a palavra: “Londrina tem a guarda municipal, que é armada, Apucarana está com a guarda municipal também, na região de Curitiba tem, pelo levantamento que eu estava fazendo, quatro ou cinco cidades que têm a guarda civil, que aí ela trabalha sem o armamento, ela trabalha na questão mesmo de prevenção, de fazer a ronda, mas o objetivo é fazer a guarda armada, Ibiporã comporta, tem mais de 50 mil habitantes, então aqui poderia. Agora, só finalizando o aparte, o objetivo é mesmo da presença do guarda municipal na rua e também da manutenção. Hoje, Ibiporã só está com duas viaturas da Polícia Militar rodando, duas ou três, se não me engano, com a manutenção nós conseguiríamos subir todas, até um tempo atrás tinhas seis, nós conseguiríamos colocar todas para rodar. A guarda municipal traria mais algumas motos, algumas viaturas, já subiria o número para umas dez, e a Polícia Civil, que não faz o serviço de campo, que é de investigação ela tem mais três viaturas dela lá, então a gente conseguiria manter neste fundo também as viaturas em pé, que hoje é uma dificuldade, o governo do Estado hoje não tem licitação para poder manter a manutenção, então o recurso ele daria assim entre os funcionários e a manutenção da frota, no cálculo que a gente fez bem simples, no cálculo inicial, daria em torno aí de 100 a 120 mil reais por mês, então daria 1 milhão e 300, 1 milhão e 400 por ano, que daí faria o rateio pela metragem das empresas, então ficaria baixo o valor para cada empresa, seu Orlando, só encerrando aqui porque o senhor que está na fala, não é bem assim o objetivo de levar, e outra coisa que a gente queria colocar também é a questão das impropriedades, nós temos governo roubando, deputados roubando, nós temos a situação lá em cima que é o caso de revolução, é o caso da população escolher na urna, mas a indicação do fundo municipal de segurança ela é para já, e eu não acredito que seja remendo novo em calça velha não porque a gente quase que dobraria o efetivo, eu acredito que seria uma calça nova, então seriam essas as minhas palavras, eu agradeço ao senhor.” O vereador Orlando Ferreira retoma a palavra: “Eu já tenho quase 80 anos, eu vi muita coisa, estou vendo muita coisa, eu não acredito em Papai Noel, eu acredito que a sua ideia é boa, pode até vingar, mas vai resolver quantos por cento, 1%, 2%, porque o bandido, o assaltante, não tem medo de polícia, não tem medo de guarda não, quando ele quer assaltar ele faz uma sondagem primeiro para depois roubar, ou toma a bolsa na rua de uma velhinha que está saindo do banco. Pode resolver um pouquinho? Pode, mas não vai resolver o problema, que é muito mais profundo, não quer dizer com isso que não pode vir à tona, mas o que nós estamos vendo no país, a falta de responsabilidade, compromisso e competência do governo para lidar com tudo isso é o que me faz desacreditar que nós possamos resolver a questão da violência, porque hoje a coisa está tão vergonhosa que eu vou repetir aqui o que Rui Barbosa disse há 50, 60 anos, que iria chegar um tempo em que nós teríamos vergonha de sermos honestos. Obrigado.”

O vereador Daniel Sarabia solicitou a palavra e disse: “Boa noite presidente, vereadores, agricultores, Beata, e aos ouvintes da Alternativa. Em primeiro lugar eu queria falar do meu irmão, meu companheiro, João Odair Pelisson, teve um mal estar neste final de semana, esperamos que ele se recupere, estamos aqui torcendo por ele, companheiro de muito tempo, e que se restabeleça. Também parabenizar o projeto do nosso amigo Roberval, se colocar em prático isso, eu não digo que vai resolver, mas vai ajudar bastante, porque hoje está difícil. Sei que é obrigação dos governantes, mas devemos tentar resolver a coisa em casa, se for esperar tudo lá de cima, nós vamos… Sei que é responsabilidade deles, mas eu acho que se nós tivermos como resolver, cada um em seu município, vai ficar mais fácil. Obrigado presidente.”

O vereador Marcos Antonio Dias (Marcos da Ambulância) solicitou a palavra e disse: “Boa noite presidente, caros amigos vereadores, todos que nos visitam. Boas vindas ao ex-vereador Beata que amanhã começa a ser assessor do nosso amigo vereador Daniel. O que eu tenho a dizer é o seguinte, dia 28, terça-feira passada, estive com o prefeito, o Lafayette, o pastor Vilande, o padre Vagner, e Aceibi, na Secretaria de Segurança Pública, conversando com o secretário, e levamos lá todos os problemas aqui de Ibiporã, e ele estava comentando e disse que está preparando aí um grupo de policial, parece que vai começar pelo GOE, vai ficar aqui entre dez e quinze dias, depois ele vai mandar outra equipe porque ele entendeu a situação aqui do município de Ibiporã, que também atende Jataizinho, que também está com dificuldade, mas ele falou que o governo está terminando agora a escola de dois mil e tantos policiais e ele ta revendo que vai mandar uns policiais também para Ibiporã, tanto Militar como Civil, vai ver a questão de como estão as viaturas e vamos ver se daqui a alguns dias cumpra lá o que ele disse e realmente Ibiporã está precisando mesmo de uma boa segurança que hoje, ele reconhece, que o quadro de efetivo da polícia está muito pequeno, uns doentes, outros se aposentaram, outros faleceram, mas também ele comprometeu junto conosco lá na secretaria que o que ele puder fazer ele vai fazer pelo município de Ibiporã. Era só isso, muito obrigado presidente.”

O vereador Lafayette Forin solicitou a palavra e disse: “Eu me preocupo um pouco, porque a gente houve falar de desemprego, empresas arrochando, reduzindo, mandando embora, e principalmente a questão da transferência da obrigação. A gente tem que começar a bater em cima, é cobrar dos governantes, porque é igual eu vejo municípios comprando armamento para a Polícia Militar, eu vejo município arrumando carros, eu vejo municípios fazendo isso, fazendo aquilo, enquanto o recurso que é para ser utilizado para essas coisas, para onde está indo? Será que de repente numa dessa a gente não está incentivando o governo a fazer corpo mole, fazer uma coisa outra, para sobrar mais… porque é aquele negócio, quando não tem, não pega, agora quando ta sobrando aí leva, mas se não tem, por que não tem, o que está acontecendo, é má administração, está gerindo mal, estão roubando? A gente sabe que a nossa sociedade, tem que ser feito, algum programa, tem que ter sim, essa coerção, tem que ter policiamento, tem que inibir isso tudo que está acontecendo, mas como o nosso amigo Orlando sempre fala a gente tem que ter políticas para voltar a base familiar, porque muitas vezes o que está acontecendo é que a sociedade está caminhando para um caminho obscuro, e nós temos que trazer ela de volta para a luz. Então temos que tomar cuidado disso para não cometermos esse erro, porque a gente vê aqui, os agricultores mesmo, arrochados, empresas arrochadas, arrochado que eu digo é na questão de que não sobra nada, é só imposto, é uma carga tributária muito grande, o problema não é pagar imposto, o problema é como está sendo utilizado, entendeu, porque se for bem utilizado até que compensa, agora se não for é problemático isso. Temos que tomar cuidado com isso. A constituição mesmo prevê a guarda municipal, só que daí, quem está pagando a guarda municipal não vai ter o privilégio da guarda municipal, porque a guarda municipal é só para as áreas públicas, hoje mesmo, em São Paulo, se baixou um decreto proibindo que a guarda municipal de São Paulo persiga, ou vá atrás de meliantes, eles podem até ir, mas se o cara fugir não pode ir atrás, é quanto a isso que nós temos que policiar bem todos esses critérios.” Em aparte o vereador Roberval dos Santos disse: “Viu companheiro, quando a gente fala assim, só para reforçar esta questão da guarda, eu agradeço o aparte. Quando a gente fez a proposta é a guarda municipal, com poder de polícia, com armamento, não é a guarda simples, só patrimonial, é justamente para reforçar o policiamento. Agora a questão tributária, pagamos muito imposto, pagamos imposto igual a Noruega e recebemos de volta igual a Etiópia, é assim o Brasil. A minha grande dúvida é, está morrendo gente do nosso lado, nós sabemos que daqui para cima existe o mau uso do dinheiro público, para não falar mais, então a minha dúvida, para apresentar, a sociedade é que vai dizer, é muito importante que haja vários pensamentos e que se abra a discussão mesmo, com várias colocações, mas a questão é que a sociedade que escuta, eu sei que é sacrificante, mas que a gente cuide do quintal de casa aqui, já que quem deveria fazer isso, que é o governo, não está fazendo, que daí sim, nós como políticos, temos que ir lá cobrar para que venha o recurso, não vindo o recurso temos que trabalhar com os deputados, com a fiscalização do Tribunal de Contas, do Ministério Público, quando houver o desvio de finalidade da aplicação do recurso, mas a minha dúvida é, tem gente que mora do lado da casa da gente que está sendo assaltado, tem gente que mora do lado do emprego da gente que está morrendo, então a questão hoje não dá mais para ir só visitar e bater foto, não dá mais. É bom? É ótimo, tem que fazer isso, buscar o recurso, mas agora nos precisamos tomar uma iniciativa prática, por isso da proposta, mas eu agradeço, realmente a gente tem de discutir, essa é a minha visão, salvo melhor juízo. Obrigado presidente.” Em aparte o vereador Orlando Ferreira disse: “Me permite um aparte, só para completar, eu estava vendo esta semana aqui, o presidente da Câmara dos Deputados, ele tem direito a uma casa de 800 metros, ele tem a despesa toda paga, ele tem um avião disponível para ele, tem 40 funcionários e mais dois motoristas, quanto custa isso para o país? Isso é uma vergonha, então se não começar a dar exemplo lá de cima, porque só o nosso Congresso gasta mais de não sei quantos bilhões por ano, não sei para que tanta gente naquele lugar, então se o exemplo não vir lá de cima, aqui embaixo, o pequeno que está sendo espedaçado aqui fica revoltado, então tem que se dar o exemplo, e o exemplo tem de começar lá de cima, obrigado.” O vereador Lafayette Forin retoma a palavra: “Retomando o meu raciocínio, eu só acho o seguinte, a gente não tem que transferir o problema, tem que sim cobrar, apertar, se for necessário a população fazer como sempre fez, sair às ruas, e isso, como o senhor Orlando falou, em todos os sentidos, em todas as esferas, a gente poder realizar essas atividades para que realmente o que são responsáveis, que recebem por isso, para poder estar fazendo o seu papel, que é a nossa cobrança.”

ENCERRAMENTO – O presidente agradeceu a presença de todos e convocou a Câmara para a próxima Sessão Ordinária, dia 11-07-2016 (segunda-feira), às 18h30min, neste mesmo local, anunciando para a Ordem do Dia a 2ª discussão e votação do Projeto de Lei 014/2016; e a 1ª discussão e votação dos Projetos de Lei 012/216 e 021/2016, declarando encerrada a Sessão.


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