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Segunda etapa da vacinação contra febre aftosa termina em 30 de novembro

A Prefeitura Municipal de Ibiporã, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, convoca os pecuaristas do município a vacinarem, até o dia 30 de novembro, todo o rebanho de bovinos contra a febre aftosa, inclusive os bezerros com poucos dias de vida. O município possui um rebanho de pouco mais de seis mil cabeças de bovinos.

Ibiporã não possui rebanho de búfalos, animais que também devem ser imunizados.
Nesta segunda etapa da campanha serão vacinados os animais de todas as idades, devendo atingir 9,54 milhões de bovinos e búfalos, que é o rebanho previsto no Paraná.

A primeira etapa da campanha ocorreu em maio, quando foi obrigatório vacinar os bovinos e búfalos com até 24 meses de idade. O Paraná tem um importante papel na economia agropecuária do país, sendo classificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa, com vacinação.

O produtor deve comprar a vacina nas casas agropecuárias. Ao comprá-la deve obter a Nota Fiscal de compra da vacina e o Comprovante de Vacinação. A dose é de 5 ml para todos os animais, independente do peso, tamanho e idade. O produtor deve comprovar a imunização preenchendo o comprovante, relacionando corretamente a quantidade de animais existentes e de animais vacinados, por sexo e por idade. O procedimento pode ser feito on line, no site da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que é o órgão fiscalizador do estado para as questões de sanidade animal – www.adapar.pr.gov.br. ou na secretaria de Agricultura, na sede da Prefeitura, até o dia 30 de novembro.

A não vacinação ou não comprovação implica em multa mínima de 10 UPF (Unidade Padrão Fiscal do Paraná, cujo valor em maio/17 é de R$ 96,17, variando todo mês), podendo ser maior para rebanhos com mais de 10 cabeças, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade.

A febre aftosa é uma doença infecciosa, causada por vírus, sendo uma das mais contagiosas que atingem os bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos. Causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas) principalmente na boca e nos cascos, dificultando a movimentação e alimentação dos animais, o que acarreta elevada e rápida perda de peso e queda na produção de leite, tendo como consequência grandes prejuízos na exploração pecuária.

A doença é transmitida pela movimentação de animais, pessoas, veículos e outros objetos contaminados pelo vírus. Pessoas que lidaram com animais doentes também podem transmitir o vírus por meio de suas mãos, roupas e calçados. “Essa doença é de alta morbidade e baixa mortalidade, entretanto, provoca um enorme prejuízo para a cadeia de leite e da carne em todo o estado e também ao país”, alerta o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, João Odair Pelisson.

Brucelose

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente lembra que o pecuarista também deve imunizar as fêmeas bovinas ou bubalinas de três a oito meses contra a brucelose, também conhecida como febre de Malta, ou febre ondulante. A doença é infecciosa, causada por diferentes gêneros da bactéria Brucella, que pode afetar o ser humano.
“Quem tem bezerras nesta faixa etária deve ligar no Emater e agendar a vacinação das bezerras. É uma vacina que só veterinário faz e não vale a pena o produtor deixar isto de lado, porque as consequências da brucelose são sérias”, orienta o secretário.
De acordo com Pelisson, os prazos de vacinação e comprovação são os mesmos dos da febre aftosa. O criador que deixar de vacinar ou deixar de comunicar a vacinação até a data estabelecida pela legislação fica passível de sofrer penalidades.

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