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Saúde vai permanecer com vacinação contra dengue, mesmo após alerta da Anvisa

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) não vai mudar sua estratégia de vacinação contra a dengue em 30 cidades paranaenses, depois da recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que as pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue não tomem a vacina.

Nesta quinta-feira (30), a Sesa se manifestou sobre a divulgação da Anvisa, que repassou dados do laboratório responsável pela fabricação da vacina. A suspeita revelada pela empresa é de que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue possam desenvolver formas mais graves da doença caso tomem a vacina.

“A possibilidade existe no caso de pessoas soronegativas (que nunca entraram em contato com o vírus) serem vacinadas e posteriormente serem expostas ao vírus da dengue, ou seja, após a picada de um mosquito infectado. A vacina em si não desencadearia um quadro grave da doença nem induzia ao aparecimento da doença de forma espontânea. Para isso, é necessário o contato posterior com o vírus da dengue por meio da picada de um mosquito infectado”, traz o comunicado da Anvisa, que ressalta que a suspeita ainda não é conclusiva.

A campanha de vacinação contra a dengue no Paraná está na reta final e será mantida, segundo Julia Cordelini, superintendente de Vigilância em Saúde no Estado. “Ao mesmo tempo em que ficamos preocupados, a recomendação também referendou a opção de fazer a campanha apenas nos 30 municípios com as maiores concentrações de casos da doença entre 2015 e 2016”, comenta. As 30 cidades selecionadas reuniram 91% dos casos graves de dengue no Paraná, 87% das mortes e 82% do total de casos confirmados.

A campanha de imunização contra a dengue teve início em agosto de 2016 e compreende três fases de vacinação. A última dose foi aplicada nos dois últimos meses. Para quem recebeu a primeira dose em março deste ano, a imunização ficará completa em março do ano que vem.

“Já são mais de 300 mil vacinados e até o momento não tivemos qualquer notificação de reação adversa grave à vacina ou de casos graves da doença em quem foi imunizado”, afirma Julia.

Aqueles que tomarem a vacina e apresentarem qualquer reação, como dor e vermelhidão no local da aplicação, devem procurar os serviços de saúde o mais rápido possível.

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