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Reprovação de Bolsonaro vai de 33% para 38%, diz pesquisa

Avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%; ele teve queda acentuada entre os mais ricos

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta que a reprovação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aumentou de 33% para 38% em pouco menos de dois meses — o levantamento anterior foi feito no início de julho. O percentual que avalia o seu governo como ruim ou péssimo ultrapassa o número de entrevistados que o considera ótimo ou bom.

A pesquisa mostra ainda que a aprovação de Bolsonaro também caiu de 33%, em julho para 29%, agora — dentro do limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos. Já a avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% em julho para 30% agora.

Em abril, segundo o instituto, 30% dos brasileiros consideravam o atual governo ruim ou péssimo, total semelhante ao dos que consideravam ótimo ou bom (32%) ou regular (33%).

De lá para cá, Bolsonaro protagonizou polêmicas como as declarações sobre o paradeiro do corpo do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , Felipe Santa Cruz, a indicação de seu fIlho Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil em Washington  e o bate-boca com o presidente da França, Emmanuel  Macron.

Com 38% de reprovação, Bolsonaro segue sendo o presidente eleito mais mal avaliado em um primeiro mandato, comparado aos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Nos primeiros oito meses de governo, ele apresenta maior rejeição que seus antecessores Dilma (11%), Lula (10%) e FH (15%).

Questionado a que atribuía o aumento na desaprovação , Bolsonaro criticou o instituto de pesquisa:

— Ao Datafolha. Alguém acredita em Datafolha? Você acredita em Papai Noel?

Queda entre os mais ricos

Bolsonaro teve queda acentuada na aprovação entre os considerados mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos, caindo de 52% em julho para 37% agora nesta pesquisa. Entre os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos, esse índice  é de 22%.

As maiores reprovações de Bolsonaro ficam entre os mais jovens (16 a 24 anos), 24%, e dos com menor escolaridade (só ensino fundamental, 26%.

Entre os eleitores mais escolarizados, com ensino superior, Bolsonaro perdeu apoio pela primeira vez. Entre os que classificam sua gestão  como ruim ou péssima agora é 43% ante 36% em julho e 35% em abril.

Entre as regiões, Bolsonaro viu sua reprovação aumentar de 41% para 52% no Nordeste de julho para cá. Na região Sul, considerada bolsonarista, a avaliação negativa de seu governo aumentou de 25% para 31%.

A queda de avaliação entre os nordestinos coincide com os atritos que Bolsonaro tem tido com os governadores da região, a única em que ele não venceu nas eleições, principalmente após ter um microfone ter captado ele se referindo a eles como “governadores de Paraíba”. Depois, ele negou que tenha usado o termo.

As mulheres são as que mais rejeitam o presidente:  43% das entrevistadas o avaliam como ruim ou péssimo, ante 34% dos homens.

Completam a lista dos que mais rejeitam o governo Bolsonaro os Desempregados (48%), Pretos (51%) e Ateus (76%).

Brancos (36%), moradores do Sul e Centro-Oeste (37%), evangélicos neopentencostais (46%) e empresários (48%) estão entre os que mais aprovam o presidente.

 

Fonte
O Globo

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