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Rede de trabalho sobre uso de agrotóxicos reúne-se nesta quarta-feira (25)

A 2ª Promotoria de Justiça de Ibiporã e os demais integrantes do Comitê da Rede de Articulação sobre Agrotóxicos – formada por representantes de entidades ligadas ao setor rural e urbano de Ibiporã e Jataizinho – realizam na próxima quarta-feira (25) mais uma reunião para discutir sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos nos dois municípios e formas de redução.

O encontro contará com a presença de professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os quais apresentarão análises de trabalhos acadêmicos referentes ao tema.

O comitê é formado por representantes do Ministério Público, Prefeituras Municipais de Ibiporã e Jataizinho, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Vigilância Sanitária, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea).

O grupo promoveu, ao longo de 2017, o levantamento de informações para formar diagnóstico do uso de agrotóxicos e definir um plano de trabalho visando à redução do uso de veneno nas unidades produtivas de Ibiporã e Jataizinho. Um dos eixos de trabalho do grupo é a conscientização e educação ambiental.Reuniões com agricultores, representantes de assistência técnica e revendas foram realizadas ao longo do ano passado.

Nos dois municípios, foram entregues aos participantes recomendações administrativas elaboradas pelo Ministério Público, com a contribuição de todos os integrantes da rede, enunciando o dever dos usuários, comerciantes e profissionais em adotar boas práticas em suas unidades produtivas e reforçando a proibição de aplicação de veneno na zona urbana e em suas imediações.

O projeto, que faz parte do Plano Setorial de Ação das Promotorias de Justiça vem sendo desenvolvido desde dezembro de 2015, quando foi realizado em Ibiporã o Encontro do Fórum Estadual – Agrotóxicos, no qual foram abordados os riscos ambientais e sanitários do uso excessivo de veneno e elaborada carta de intenções de trabalho, cujas manifestações foram debatidas pelas instituições nas reuniões.

 

Mercado de agrotóxicos

O impacto causado pelo uso dos agrotóxicos inclui a contaminação dos alimentos, danos à saúde pública e ao meio ambiente, tanto no solo como na água que é consumida.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), entre os anos de 2000 e 2010 a taxa de crescimento do mercado brasileiro de agrotóxicos foi de 190% contra 93% do mercado mundial, de modo que o Brasil hoje ocupa o lugar de maior consumidor de agrotóxicos do planeta.

De acordo com o instituto, as lavouras paranaenses também estão recebendo um maior volume de veneno, uma vez que, entre 2008 e 2011, enquanto a área plantada permaneceu estável a quantidade de agrotóxicos pulverizadas nas unidades produtivas do Estado aumentou em 20,3% e o consumo total chegou a 96,1 milhões de quilos. Em Ibiporã, de acordo com dados do Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Estado do Paraná (Siagro), fornecidos pela Adapar, foram utilizadas, no município, 300 toneladas de agrotóxicos no ano de 2015 e 273 ton em 2016; sendo que os herbicidas constituem 55 a 60% deste volume. O município é o maior centro armazenador de agrotóxicos do Paraná.

Conforme dados do Dossiê Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), 70% dos alimentos in natura consumidos no país estariam contaminados por agrotóxicos; destes, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 28% estariam contaminados por produtos não autorizados.

 

Serviço:

Reunião do Comitê da Rede de Articulação sobre Agrotóxicos

Quando: 25 de abril (quarta-feira)

Horário: 8 horas

Local: Centro de Convivência do Idoso (CCI) – R. Vicente de Paula, 75- Ibiporã

 

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