Professores de Arte da Rede Municipal de Ensino participaram nesta quarta-feira (26) de uma oficina sobre a vida e obra do artista plástico Henrique de Aragão. A formação foi ministrada pelo secretário de Cultura e Turismo, Agnaldo Adélio, que foi discípulo do artista, morto em 2015, aos 84 anos.

A oficina ocorreu na Casa de Artes e Ofícios Paulo VI, local onde Henrique mantinha o seu ateliê de trabalho (pintura, escultura, teatro, dança) e onde residia desde que chegou a Ibiporã, vindo de Campina Grande (Paraíba), em 1967. No mesmo espaço existe também uma galeria de arte com dezenas de suas obras. A Casa de Artes está há um ano sob os cuidados do poder público municipal e recebe visitas monitoradas.

Segundo a assessora da disciplina na Secretaria Municipal de Educação, Isabel Maia, as aulas sobre Henrique de Aragão constam na proposta pedagógica desde 2009 e são ensinadas aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Escultor, pintor, desenhista, diretor teatral, teatrólogo, poeta e animador cultural, Aragão é autor de centenas de obras que estão espalhadas por igrejas e espaços públicos do Norte do Paraná, como o “Monumento ao Passageiro”, na rotatória das avenidas Dez de Dezembro e Leste-Oeste, próximo à Rodoviária de Londrina, o “Monumento ao Desbravador”, na Praça Sete de Setembro, em Maringá, a pintura da Via Sacra na Catedral de Apucarana, além de várias obras espalhadas por Ibiporã, como Memorial do Cinquentenário, as obras da Igreja Matriz Nossa Senhora da Paz, a escultura do “Cristo Libertador”, no Centro Socioeducativo, Turístico e Cultural de Ibiporã (antiga Ferroviária) e o “Museu de Esculturas ao Ar Livre”, criado em 1989 pela Prefeitura Municipal e que se tornou um roteiro de visitação para turistas e artistas que vêm a Ibiporã conhecer de perto a arte do paraibano.

O artista plástico também fomentou o desenvolvimento de outras expressões artísticas em Ibiporã, incentivando a criação da escola de ballet, além de ter fundado e dirigido o primeiro grupo de teatro, da Casa de Artes, o grupo “Célula”, base para a formação de atores, diretores, produtores e autores teatrais que ampliaram suas carreiras para outras cidades e Estados, além de ter orientado numerosos artistas plásticos, desenhistas e arquitetos renomados.

 


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