Cerca de 80% dos municípios paranaenses já implantaram salas de coordenação e controle contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Das 1.094 salas estruturadas no País, 316 são do Paraná. A criação dessas estruturas foi determinada pelo Ministério da Saúde no fim do ano passado.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, a posição do Paraná demonstra o comprometimento das prefeituras no reforço ao combate ao mosquito da dengue. “O governo do Paraná tem investido pesado no enfrentamento ao Aedes aegypti, com o repasse de quase R$ 45 milhões nos últimos meses. Contudo, só conseguiremos vencer esta guerra se contarmos com a participação efetiva dos municípios e da sociedade civil organizada”, explicou.

As salas municipais de coordenação e controle são responsáveis por articular as ações de combate ao mosquito no âmbito local, buscando o apoio de diversas áreas do poder público e da sociedade. Elas são compostas por representantes do gabinete do prefeito, secretaria da saúde, defesa civil, assistência social, secretaria da educação e outras entidades que possam contribuir com a mobilização da população.

A criação das estruturas tem como motivo dar uma resposta à declaração de Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, por conta do registro de casos de microcefalia associada ao zika vírus.

A facilidade do Paraná em organizar as salas de situação se deu por conta da criação, em 2011, do Comitê Estadual de Combate à Dengue e da recomendação de que as prefeituras organizassem seus comitês municipais.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, a medida vem ao encontro da necessidade de promover ações intersetoriais para a eliminação dos criadouros do mosquito. “Neste momento, é preciso trabalhar com escolas, empresas, sindicatos, igrejas e demais instituições para reunir cada vez mais pessoas nesta luta”, afirmou.

É através das salas de coordenação e controle que são organizados os mutirões e dias D de combate ao mosquito da dengue. Esse grupo também tem a função de centralizar todas as informações referentes à situação da dengue, zika e chikungunya no município.

“A compilação desses dados é essencial para que o trabalho seja reforçado nas regiões com maior risco. A análise dos números e da gravidade dos casos nos mostra como atuar para evitar epidemias e mortes por essas doenças”, disse a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

Nesta terça-feira (19), a Secretaria Estadual da Saúde divulgou um novo informe sobre a situação da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus no Paraná. Apesar do fim do verão, o número de casos segue aumentando e mais quatro municípios entraram em epidemia de dengue: Jardim Olinda, Santo Antônio do Caiuá, Cambé e São Sebastião da Amoreira.

O boletim desta semana revela que o Estado já registra 34.050 casos de dengue. São 9.657 ocorrências a mais do que no informe anterior. O aumento se deve a atualização dos números referentes à Paranaguá, no Litoral do Estado.


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