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Para potencializar parque industrial, Prefeitura de Cambé vende imóveis

Os 14 terrenos disponíveis serão disponibilizados a partir de licitação e estão avaliados em valores ente R$ 86 mil e R$ 1,7 milhões

Com a tentativa de impulsionar o parque industrial do município, a Prefeitura de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) decidiu vender 14 imóveis públicos em áreas como o Parque São Jorge e Gleba Patrimônio Cambé. O processo está sendo feito por meio de licitação, autorizada no último dia 3, e os valores de venda poderão ter descontos de até 90% do valor avaliado. “Estamos nos preparando para que a cidade atinja um fluxo virtuoso na industrialização, gerando empregos e crescendo na economia, que é o que se espera para o futuro”, afirma o prefeito da cidade, José do Carmo Garcia (PTB).

Os terrenos têm tamanhos que variam entre 288 e 8.650 metros quadrados e valores de avaliação de R$ 86 mil até R$1,7 milhão. O objetivo é poder atender tanto o micro, médio e grande empreendedor. No processo de venda, os interessados devem fazer propostas com um valor mínimo de 10% do valor avaliado, o que significa que um terreno cotado em 86 mil, por exemplo, pode ser adquirido por um valor mínimo de R$ 8.600, e poderá ser pago em até 12 vezes. Na concorrência pública, quem apresentar a melhor proposta de valor vence.

O vice-prefeito Conrado Scheller (DEM) afirma que a medida não tem como objetivo fazer caixa. A ideia é promover o desenvolvimento de Cambé a médio e longo prazo. “Não irá beneficiar esta gestão, mas sim ao município. Estamos preocupados em seguir as normas do MP (Ministério Público) e do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Mesmo que essa licitação dê deserta, iremos relicitar e como o valor que deverá ser arrecadado não é conhecido, nem há como afirmar o quanto renderá a venda”, explica Scheller.

REQUISITOS

Os vencedores do certame terão de seguir os requisitos previstos na Lei Municipal 2.326/2.009, referente à concessão do terreno, que prevê que o comprador terá o prazo de dois anos para finalizar a instalação da empresa e iniciar o seu funcionamento. A escritura do imóvel será emitida num período mínimo de 7 anos, se comprovados os benefícios da instalação da empresa para o município quanto à geração de empregos e renda. “Desta forma os terrenos não estarão expostos à especulação imobiliária. Se eles não cumprirem o papel de desenvolver a economia da cidade, será suspenso”, aponta Scheller. O edital com as informações sobre os terrenos, o processo de venda e documentos necessários para participar da licitação estão disponíveis no portal da transparência do município.

Fonte
Fonte: Pedro Moraes - Grupo Folha

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