As doenças cardiovasculares matam uma pessoa a cada 40 segundos no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Entre janeiro e setembro, essas doenças já fizeram 232 mil vítimas fatais, segundo a entidade. Em 2015, 346.896 morreram em decorrência de problemas cardíacos.

Entre as doenças cardiovasculares, o infarto é a mais comum – a doença ocupa a segunda posição entre as que mais matam no Brasil, segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2014. Um problema comum – e silencioso. Segundo especialistas, os sintomas do infarto são sutis ou até inexistentes. “Nem todo mundo sente aquela típica dor no braço o no peito. Pode ser também dor na barriga, no pescoço. Os diabéticos, por exemplo, costumam ter falta de ar”, alerta o cardiologista José Ibis, da Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Os idosos podem ter sintomas como queda da pressão, cansaço e tontura”, complementa.

A incidência de infartos é maior entre os homens: 67% dos pacientes são do sexo masculino e 33% são mulheres. Após a menopausa, que ocorre entre os 40 e 50 anos para as mulheres, o risco aumenta para elas e fica equilibrado entre os sexos – 50% dos pacientes com idade superior a esta faixa etária são homens e 50% são mulheres.

 

Prevenção

Segundo a cardiologista Ana Paula Chacra, do Instituto do Câncer (Incor), até 70% desses óbitos poderiam ser evitados com a simples mudança de hábitos e a realização da check-ups. “As pessoas deveriam começar a prevenir com 20 anos e já monitorar a hipertensão arterial e colesterol, por exemplo”, explica.

Ambos os especialistas dizem que é comum notar a mudança no comportamento dos pacientes apenas após o “susto”. É o caso do empresário Ivo Moreira, de 68 anos, que sofreu um infarto e ficou internado por 25 dias. “Passei a fazer caminhadas todos os dias”, conta.

 

Cuidados

Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, tabagismo, consumi excessivo de álcool, estresse e má alimentação. Para prevenir, é indicado adotar hábitos como a prática regular de atividades físicas, além de reduzir ou cortar o cigarro, diminuir o consumo de álcool e evitar alimentos com gordura trans e saturadas.

 

Com informações de Paraná Portal


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