O Mutirão de Cirurgias Eletivas do Paraná foi prorrogado até dezembro e deverá realizar até lá mais 15 mil procedimentos gratuitos para a população. Até agora, em um ano, o mutirão realizou 45 mil cirurgias. O prazo venceria dia 31 de agosto, mas nesta terça-feira (23) o governador Beto Richa anunciou a prorrogação para ampliar o atendimento pelo programa, que contempla pacientes de todas as regiões do Estado.

O investimento, que já chegou a R$ 33 milhões, alcançará R$ 50 milhões, com recursos do Tesouro Estadual. “O programa é um sucesso e precisa de continuidade. Temos o compromisso de reduzir filas para cirurgias eletivas e garantir aos paranaenses um atendimento de qualidade, mais ágil e humano”, afirmou o governador, na solenidade realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba. “Esse programa é um exemplo concreto de que uma administração se justifica quando gera ações que mudam a vida das pessoas. Com planejamento e definindo como prioridade, conseguimos resultados positivos na área da saúde”, defendeu Richa.

FILA ZERADA – Há um ano, quando foi lançado, a meta inicial do programa era de 30 mil cirurgias, mas foi superada em 50%. Das 45 mil cirurgias eletivas já realizadas, 20 mil foram de catarata e a fila por este atendimento está sendo zerada. Com o mutirão do Governo do Estado, muitas pessoas que aguardavam por anos sua vez de operar foram atendidas. No caso da cirurgia de catarata, o benefício é imediato. Pessoas que ficaram praticamente cegas estão podendo voltar a enxergar.

Agora, a prioridade é acelerar o atendimento em cirurgias de otorrinolaringologia, ortopédicas, vasculares (varizes), ginecológicas e gerais (vesícula e hérnia).

ÚNICO DO PAÍS – Michele Caputo Neto, secretário de Estado da Saúde, explica que o Governo do Paraná é o único do país a aplicar recursos próprios nesta área. O programa deverá ser finalizado com 60 mil cirurgias. “O mutirão superou nossas expectativas. Além de grandes cidades, muitos municípios de pequeno porte receberam cirurgias eletivas. É uma demonstração do compromisso do governo com a saúde pública”, afirmou Caputo.

HOSPITAIS – O diretor do Hospital Angelina Caron, Marco Antonio Caron, ressaltou a importância do mutirão para a melhoria da qualidade de vida da população. “Somos o maior parceiro do Estado no atendimento pelo sistema público de saúde. Temos interesse em dar continuidade à parceria nas cirurgias. O Estado melhora as condições de vida da população e, além disso, paga mais que a tabela do SUS”, afirmou. De acordo com ele, a unidade de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, faz cerca de 300 cirurgias por mês pelo mutirão.

A Santa Casa de Paranavaí, no Noroeste do Estado, fez em média 180 cirurgias eletivas, com destaque para a de catarata. “Com a prorrogação do mutirão, estaremos bem próximos de zerar a fila por esse tipo de cirurgias na região”, afirmou o diretor da unidade, Héracles Alencar Arrais. Ele defendeu o programa e elogiou a decisão do governo estadual. “Essas cirurgias normalmente não são classificadas como prioritárias. No entanto, são muito importantes para qualidade de vida das pessoas”, disse.

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