O município de Jataizinho enfrenta uma nova epidemia de dengue com 28 casos confirmados da doença desde o início de janeiro e 51 acumulados desde agosto de 2015. Além do índice considerado preocupante, dois casos de zika vírus deixaram a população em alerta. Uma jovem de 19 anos e um homem de 50 anos foram infectados e receberam tratamento na rede municipal de Saúde.

Com base no chamado período epidemiológico da dengue, que teve início em agosto do ano passado, Jataizinho foi incluída nesta semana pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na lista de cidades do Paraná que enfrentam epidemia da doença. Ao todo, 16 municípios estão em alerta. Na 17ª Regional de Saúde de Londrina, Assaí e Guaraci também estão em epidemia.

A cidade de Jataizinho, com quase 13 mil habitantes, conta com sete agentes de endemias, segundo informou o supervisor da dengue da Diretoria de Saúde de Jataizinho, Valcir Bueno. Na manhã de ontem, outros sete profissionais receberam treinamento para reforçar as ações de combate ao Aedes aegypti enquanto autoridades locais se reuniram na prefeitura para avaliar as estratégias de controle da epidemia. “Com os novos agentes, esse número já é suficiente”, garantiu Bueno. O grupo é responsável pela remoção dos focos em mais de 6 mil imóveis.

Na cidade cortada pelo Rio Jataizinho e construída em uma das margens do Rio Tibagi, algumas áreas são consideradas mais preocupantes. As dezenas de poças d’água nas ruas e terrenos baldios do Jardim Maria Júlia preocupam a vizinhança. “Tive suspeita de dengue há dois meses. Vários amigos meus já tiveram. Isso assusta muito e com criança pequena a gente tem que ficar mais atento. Ainda mais com essas poças aqui por perto”, apontou o mecânico José Luiz da Silva, que mora no bairro.

Para a diretora de Saúde da prefeitura, Ângela Maria Menezes, os quintais mal cuidados das residências e a falta de conscientização dos moradores são os principais problemas enfrentados no combate ao mosquito. “São mais de 600 notificações de casos de dengue desde agosto do ano passado. Já solicitamos um veículo para a aplicação de fumacê. Estamos aguardando um posicionamento”, informou. Até ontem, quatro autos de infração haviam sido formalizados contra representantes de empresas autônomas do ramo de sucatas e de recicláveis. Os locais apresentaram focos reincidentes do Aedes aegypti.

Inseticida

A partir da próxima segunda-feira, agentes de endemias darão início à aplicação do inseticida com o equipamento costal. O produto utilizado no combate ao mosquito já está em falta em várias cidades do Paraná. “Ficamos 15 dias sem a aplicação nas casas e priorizamos a continuidade do serviço em locais críticos como borracharias e pontos de reciclagem”, explicou a agente de endemias Josiane Rodrigues. Até ontem, segundo ela, havia cerca de 180 litros de inseticida disponíveis em Jataizinho. O volume seria suficiente para os próximos 15 dias de trabalho.


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