Durante o período de Explicações Pessoais da Sessão Ordinária realizada segunda-feira (11) na Câmara Municipal de Ibiporã, vereadores abordaram o problema da insegurança que atinge a Zona Rural e Urbana da Cidade. Também comentaram sobre a questão da participação de crianças e adolescentes em crimes e no envolvimento com o tráfico de drogas.

O primeiro a abordar os assuntos foi o vereador Roberval dos Santos. Ele disse que recentemente houve um assalto a mão armada durante um encontro religioso em uma propriedade rural de Ibiporã. Assustado com a situação, o dono do sítio convidou outros produtores e o vereador para participarem de uma reunião com a presença de representantes do Conselho de Segurança e da Polícia Militar.

“O que mais me espantou durante a reunião foi o depoimento de sitiantes daquela região que falaram sobre o que estava acontecendo com as suas propriedades nos últimos dois meses, onde neste período houve pelo menos seis ou sete depoimentos de assalto. Eles falaram que os invasores vão às represas que eles cultivam peixes para sustento e tarrafeiam na represa, pegam peixe ali, que eles abatem o gado, até uma vaca prenha foi morta, muitas vezes não levam nem 30% da carne e deixam o restante lá abandonado, roubam pequenos objetos, maltratam e colocam em pânico aqueles moradores da Zona Rural. Segundo os produtores rurais, os incidentes ocorrem com mais frequência entre 18 e 21 horas”, disse o vereador Roberval dos Santos.

Os representantes da PM disseram que vão intensificar as rondas ostensivas da Patrulha Rural neste horário. E o representante do Conselho de Segurança sugeriu que os agricultores formassem um grupo no whatsapp para haver uma comunicação entre eles, avisando se pessoas estranhas estiverem rondando pelas propriedades. Durante a reunião também foi informado que a maioria dos roubos e furtos é executada por jovens, que estouram a bomba d’água para vender o fio de cobre e comprar drogas.

Por esta questão, o vereador Roberval dos Santos observou que somente aumentar as rondas ostensivas da PM não vai resolver o problema. Ele acredita que o poder público precisa atuar também, proporcionando a estes jovens, principalmente entre os 11 e 16 anos, atividades para o período que eles não se encontram nas escolas. “É preciso que estes jovens tenham atividades esportivas e culturais para que não fiquem nas ruas aprendendo a fazer coisas erradas. Acredito que se a gente tirar esta moçada da rua esta criminalidade será reduzida em 60%, 70%”.

O vereador lembrou que no início da administração havia o projeto movimento, onde a Secretaria Municipal de Esportes tirava as crianças da rua e as trazia para dentro do ginásio de esportes, e depois de certo tempo ele deu uma reduzida. “Conversando com o secretário de esportes, há pouco tempo, parece que agora o projeto está voltando. Eu acho que nós temos como vereadores aqui exigirmos, não só pedir, mas exigirmos do prefeito que esse projeto Movimento seja intensificado”, disse Roberval dos Santos.

O vereador explicou também que vai tentar junto ao Governo do Estado a possibilidade de financiamento subsidiado para que os pequenos produtores rurais possam adquirir um equipamento de rádio amador, com canal exclusivo para que eles possam se comunicar entre si e também com a Polícia Militar. Além disso, sugeriu a instalação de “botão do pânico” nas propriedades para que possam acionar a PM com mais agilidade.

O vereador Orlando Ferreira também falou sobre a questão do envolvimento de menores com a criminalidade e com o tráfico de drogas. Ele disse acreditar também que o aumento do número de furtos e roubos se deve à questão econômica por que passa o Brasil. “Eu vi um secretário esses dias falando, ontem, o número de roubo, de assalto, aumentou 30%. Existe muita gente que hoje está desempregada e muitos no desespero cometem loucuras, vão assaltar”.

“Além da questão financeira, nós temos a questão da droga. O jovem que usa droga precisa de dinheiro para manter o vício, ele não consegue ficar sem a droga, então ele vai roubar para comprar droga, e rouba qualquer coisa, vende por qualquer coisa a troco de um punhado de pedras. Nós sabemos que a droga hoje é uma epidemia no Brasil inteiro, em todo lugar”, explicou o vereador Orlando Ferreira.

Ele disse que todas as sugestões para amenizar estes problemas são bem-vindas, mas acredita que a única solução é investir na família. “A questão é que as famílias estão desestruturadas. O filho bem educado, bem orientado, é diferente daquele que é criado de qualquer jeito ou dentro de uma família desajustada, onde tem um mau exemplo de pai e de mãe. A situação é grave, e eu acho que uma das coisas que poderia ajudar muito, era modificar a lei e permitir que menores de 16 anos possam trabalhar e também é necessário que todas as igrejas invistam mais na educação das famílias, se reunirem com os membros da igreja, dar cursos, dar instrução, orientação e atendimento, porque a família é a base de tudo”, disse o vereador Orlando Ferreira.


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