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Ibiporã: Rede de trabalho sobre uso de agrotóxicos discute novo plano de ação

Comitê institucional que desenvolve ações contra o uso incorreto e excessivo de agrotóxicos e formas de melhorar a fiscalização iniciou na quarta-feira (17) a discussão sobre um novo plano de trabalho

O comitê que discute sobre o uso irregular, abusivo e indiscriminado de agrotóxicos em Ibiporã realizou, na última quarta-feira (17), na sala de reuniões do gabinete, mais uma reunião. O projeto reúne a Prefeitura Municipal de Ibiporã, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Vigilância Sanitária de Ibiporã, Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Ministério Público, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea).

Segundo o diretor de Meio Ambiente, Hélio da Silva, o objetivo do encontro foi fazer uma avaliação dos trabalhos desenvolvidos até agora e iniciar as conversas para traçar um novo plano de ação. Também durante a reunião, o engenheiro ambiental e estagiário de pós graduação do Ministério Público, Edson Massi, apresentou aos comitê um levantamento sobre os ingredientes ativos mais utilizados nas culturas de soja, milho, soja geneticamente modificada e trigo geneticamente modificado cultivadas em Ibiporã; Diagnóstico na Microbacia do Jacutinga; Autuações do CREA; Agrotóxicos identificados e legislação ambiental e intoxicações por agrotóxicos.

Durante todo o ano de 2018 o comitê institucional realizou o levantamento de informações para formar diagnóstico do uso de agrotóxicos e definir um plano de trabalho visando à redução do uso de defensivos agrícolas nas unidades produtivas de Ibiporã, assim como foi realizado nos anos anteriores. O projeto, que integra o Plano Setorial de Ação das Promotorias de Justiça, vem sendo desenvolvido desde dezembro de 2015 quando foi realizado em Ibiporã o Encontro do Fórum Estadual – Agrotóxicos, no qual foram abordados os riscos ambientais e sanitários do uso excessivo desses produtos e elaborada carta de intenções de trabalho, cujas manifestações foram debatidas pelas instituições nas reuniões recentes.

O grupo elaborou cartas de intenção e recomendação de trabalho, alertando os produtores sobre os riscos ambientais e sanitários devido ao uso excessivo de agrotóxicos em suas plantações. O impacto causado pelo uso dos defensivos agrícolas inclui a contaminação dos alimentos, danos à saúde pública e ao meio ambiente, tanto no solo como na água que é consumida. Quando necessário há autuação dos ruralistas.

De acordo com o comitê, o trabalho para viabilizar ações de fomento à fiscalização e redução do uso indiscriminado de agrotóxicos vem surtindo efeito. “No tocante à fiscalização, ocorreram autuações de empresas que não apresentaram o receituário agronômico ou emitiram receitas em demasia. Já em relação às ações de conscientização e orientação, constatou-se que as empresas estão limitando a venda de defensivos agrícolas apenas para os produtores rurais. Também verificamos que na área que faz divisa com a região urbana do município algumas propriedades já estão conseguindo deixar de usar agrotóxicos”, pontua Silva.

Na próxima reunião do Comitê, agendada para 8 de agosto, na sala de reuniões do gabinete, será detalhado o novo plano de ação.

Fonte
Fonte: Caroline Vicentini/Núcleo de Comunicação Social/PMI

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