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Em 10 anos, um em cada cinco paranaenses será idoso

Em 2029, a proporção de pessoas acima de 65 anos em relação à população total do Paraná será de 20%. Ou seja, um em cada cinco paranaenses será idoso. Em 2054, essa proporção chega a um em cada quatro – 25% dos paranaenses terão mais de 65 anos.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Hoje, 9,9% dos paranaenses têm mais de 65 anos; 69,7%, a maioria, tem entre 15 e 64 anos; e 20,3% dos paranaenses têm até 14 anos.

Em 2034, pela primeira vez, a proporção de paranaenses acima de 65 anos deve alcançar a de paranaenses até 14 anos, ficando em 17% e 17,8%, respectivamente. A partir de então, o número de idosos ultrapassa, gradualmente, a de jovens no Paraná. Em 2060, 27% dos paranaenses terão mais de 65 anos e apenas 14,7% menos de 14 anos.

Expectativa de vida

O estudo também mostra que a expectativa de vida do paranaense, ao nascer, em 2018, é de 77,6 anos para ambos os sexos. Para os homens, ela é menor: 74,2 anos. Para as mulheres, a expectativa é de 81,1 anos.

Só daqui a dez anos, a expectativa de vida no Paraná chegará aos 80 anos para ambos os sexos. Em 2028, ela atinge 80,7 anos.

Para as mulheres paranaenses, a expectativa de vida já está na casa dos 80 anos desde 2015, quando chegou a 80,22 anos. Para os homens, ela só vai passar dessa faixa em 2052, quando será de 80,08 anos. A projeção de vida das mulheres paranaenses está entre as maiores do Brasil e deve permanecer neste patamar até 2060, quando atingirá os 87 anos. Neste ano, ficará atrás apenas de Santa Catarina, que terá expectativa de vida para as mulheres de 87,6 anos.

A média de expectativa de vida no Brasil, em 2018, é de 76,2 anos. Santa Catarina tem, hoje, a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, com 79,7 anos, número que subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão tem a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018 e vai perder a posição para o Piauí, que. em 2060, terá a taxa de 77 anos.

População

A população do Paraná deve crescer gradualmente até 2046, chegando a 12.599.318 pessoas. Em 2047, o número cai para 12.598.861 pessoas – 457 pessoas a menos – e segue em queda constante até 2060, quando será de 12.342.362 pessoas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Hoje, a população paranaense é de cerca de 11,3 milhões de pessoas, número 11% menor do que o pico estimado para 2046. São 5.563.258 homens (49% do total) e 5.785.679 mulheres (50,9% do total).

Cerca de 160 mil pessoas devem nascer no estado neste ano e 70 mil óbitos são esperados. O número de nascimentos no Paraná teve um pico em 2017 (161.199) e volta a cair em 2018. Em 2024, ele deve chegar ao patamar de 2010: foram 152.738 nascimentos naquele ano e, em 2024, são esperados 152.743 novos paranaenses.

Em todo o Brasil, a população do Brasil deve crescer até 2047, quando chega a 233,2 milhões de pessoas. A partir deste ano, também entra em queda, chegando a 228,3 milhões em 2060. Antes de 2047, outros 11 estados, além do Paraná, devem ter redução da população: Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo. No Paraná, para se ter uma ideia, cerca de 4 mil pessoas devem deixar o estado em 2018. Já São Paulo deve ganhar 45,2 mil novos moradores e Goiás cerca de 39,8 mil.

No limite da projeção em 2060, oito estados  – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre – não terão queda nas suas populações. São estados, segundo o IBGE, com saldo migratório positivo ou taxas de fecundidade total mais elevadas.

Fonte: Portal Paraná

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