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A Secretaria Municipal de Educação (SME) divulgou, nesta quarta-feira (9), qual será a ferramenta digital implantada em 2021 para aprimorar a realização de aulas remotas, atividades e atendimento aos alunos de toda a rede municipal de ensino de Londrina. A definição foi pela plataforma gratuita Google Sala de Aula (Classroom), escolhida entre outras opções, após um período de estudos, análises, testes e trocas de experiências conduzidos por um grupo de trabalho interdisciplinar.

O anúncio foi feito pela secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal, em reunião on-line  envolvendo gestores das escolas municipais, Centros de Educação Infantil municipais e filantrópicos. Cerca de 400 pessoas conectadas participaram da transmissão.

Com a adoção da nova plataforma, a SME busca aperfeiçoar a gestão dos processos educacionais e atender de forma mais eficaz os alunos e famílias, levando em conta os obstáculos e a nova realidade gerada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou o ensino público a reconfigurar seus moldes de trabalho.

Agora, a rede municipal poderá padronizar seu formato de ensino, qualificando a comunicação a distância. Docentes, gestores e técnicos da Educação passarão por capacitações para fazer uso da plataforma no próximo ano, além de participarem de atividades de formação contínua.

Composta por representantes de vários segmentos educacionais, a comissão elaborou um diagnóstico apontando as principais necessidades atuais das unidades escolares e seus estudantes, incluindo a conectividade. Atualmente, 93% dos alunos da rede municipal possui equipamentos para acesso e algum tipo de conexão à internet, seja por celulares ou computadores, com internet banda larga ou pacote de dados. Já 7% não tem acesso a nenhum tipo de conexão.

A secretária Maria Tereza agradeceu e parabenizou toda a equipe envolvida nas fases de avaliação para escolha da plataforma, destacando a importância que essa medida terá para o ensino municipal. “Este planejamento e definição pelo Google Sala de Aula, ferramenta gratuita e que melhor se adapta hoje às necessidades de Londrina, nos fornece um norteador e agora vamos instrumentalizar as ações para implantação e aplicação junto às escolas, alunos e comunidade escolar. Com amplo planejamento, o ensino, comunicação e acesso serão facilitados para todos. Trata-se de uma das mais importantes diretrizes educacionais para 2021”, afirmou.

No período de pandemia, que já chega a nove meses de aulas presenciais suspensas, houve a necessidade de adaptação emergencial para poder atender os alunos e famílias sem descontinuar o ensino e exigências do ano letivo. “Durante todo esse período, concluindo agora o ano letivo de 2020, o diálogo foi constante com alunos, pais, diretores e gestores. Enquanto a vacina não chegar, precisaremos trabalhar com a ideia do ensino remoto, ou mesmo da programação mista, quando retornar o presencial. Ainda não sabemos como tudo irá ocorrer. Faz parte da nova realidade e precisamos nos preparar para enfrentar os desafios e ofertar ensino de qualidade”, completou Paschoal.

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A gerente regional Centro-Leste da SME, Hylceya Palma, uma das coordenadoras da comissão de trabalho, contou que cinco plataformas foram testadas antes da decisão final. “Fizemos muitas pesquisas e estudos, ouvimos relatos de escolas que já vinham experimentando ferramentas virtuais de educação, e trocamos informações até termos um panorama consolidado sobre a realidade atual da rede municipal”, afirmou.

“O canal Google Sala de Aula se mostrou o mais adequado, de acesso fácil e uso intuitivo, com grande capacidade de dados, pode ser utilizado até off-line, além de ser totalmente gratuito. O trabalho agora consistirá em avançar na implantação, instruir e fazer a inserção dos alunos e famílias neste espaço, a migração do aplicativo WhatsApp para as novas ferramentas oferecidas, formação de professores e orientação a quem precisará estar conectado em 2021”, comentou Palma.

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De acordo com a professora da rede municipal Danielle Nunes do Prado, os levantamentos que levaram à escolha final envolveram verificar quais ações foram realizadas durante a pandemia, as formas de trabalho e processos de avaliação no formato remoto, legislações sobre este ensino, organização das escolas e a conectividade dos estudantes, entre outros.

A avaliação foi técnica e pedagógica, considerando pontos como conectividade, configurações, acessibilidade, comunicação e interface. “Tivemos um ano com muitos contratempos e obstáculos, que pegou todos de surpresa. Outras necessidades poderão emergir, mas hoje contamos com uma boa base para um planejamento mais eficaz”, disse.

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Grupo de Trabalho – A equipe que atuou nesse projeto, desde setembro de 2020, foi integrada por diretores, coordenadores, professores, docentes mediadores das tecnologias da educação e comunicação, representantes da Educação Infantil, Escola de Governo da Prefeitura, professores da UEL, servidores do apoio pedagógico em Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) da SME e outros servidores da pasta. Representantes de todas as unidades escolares participaram das reuniões on-line realizadas.

 

 


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