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Cuidados com a dengue devem continuar mesmo no inverno

Duas mortes pela doença já foram registradas este ano em Ibiporã. População deve evitar o acúmulo de água parada para que mosquito não se reproduza

Os casos de dengue costumam ser reduzidos naturalmente durante o inverno, mas, mesmo assim, a preocupação com a doença não pode diminuir. A estação é ideal para intensificar a prevenção do aparecimento de focos e estar sempre atento as áreas de risco. A Secretaria Municipal de Saúde alerta que os ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, podem sobreviver por até um ano e meio na natureza à espera de condições ideais para eclodir. Há registros da dengue durante o ano todo. O frio não é mais empecilho para a proliferação do mosquito.

O poder público tem feito a sua parte, com ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território; trabalho de recuperação das casas vazias durante a semana e aos sábados; bloqueio de casos, “Bota Fora (programa da Prefeitura que recolhe móveis, eletrodomésticos e entulhos em pequenas quantidades em toda a cidade), limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde para melhor notificação, diagnóstico e tratamento da doença.

A única situação que impede o Aedes aegypti de se multiplicar é a seca. Por isso a importância que todos façam a sua parte e não se esqueçam de eliminar a água parada, ambiente propício para a formação de criadouros do mosquito. “Por isso, a limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ocorrer, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros e evitar que a dengue esteja em sua própria casa”, alerta o coordenador de Endemias, Aldemar Galassi.

Mortes por dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (SESA) confirmou nesta terça-feira (25) a segunda morte por dengue este ano em Ibiporã. Trata-se de um homem de 80 anos, hipertenso e cardiopata, que morreu no dia 27 de maio. O primeiro óbito pela doença foi o de uma mulher de 54 anos, confirmado por exame laboratorial no final de maio. Segundo o Informe Semanal da SESA, o Paraná totaliza 20 óbitos causados pela doença no período de agosto do ano passado até agora.

Conforme o último boletim epidemiológico sobre a dengue, divulgado pelo Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, no período de 29 de julho de 2018 a 19 de junho foram notificados 2.352 casos, sendo 531 confirmados, todos autóctones, ou seja, contraídos no próprio município. Somente este ano, foram 527 casos confirmados. Com uma incidência de 1.014, 21 casos para cada 100 mil habitantes, Ibiporã enfrenta uma epidemia da doença. Os números registrados até agora são bem superiores aos de 2018 e 2017, quando foram contabilizados 6 e 20 casos de dengue, respectivamente.  Dois casos de febre chikungunya (autóctone) também foram diagnosticados este ano em Ibiporã.

Fatores como chuvas, continuidade do calor mesmo após o fim do verão e epidemias confirmadas em cidades vizinhas agravaram ainda mais a situação do município. “Temos a circulação dos tipos 1 e 2 da doença. Pessoas infectadas por subtipos diferentes em um período de seis meses a três anos podem ter uma evolução para formas mais graves da dengue”, alerta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vanessa Luquini.

Sintomas

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que aos primeiros sintomas de dengue (febre alta, dores articulares, musculares e de cabeça, manchas avermelhadas na pele e indisposição), e chikungunya (febre, dor de cabeça, mal estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas) a pessoa se dirija à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. Normalmente, os sinais de alarme ocorrem entre o terceiro e quinto dia, esse é o chamado período crítico para dengue. Tratado com hidratação e medicação sintomática corretamente, a maioria dos casos evolui para cura.

FAÇA A SUA PARTE!!!!!

Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim, as medidas preventivas envolvem o próprio quintal e também os dos vizinhos. É simples e rápido combater o Aedes aegypti. Siga essas dicas:

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo;

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico;

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente;

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado;

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água;

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água;

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo;

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas;

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água;

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria;

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela;

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo;

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana;

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda;

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito;

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água;

Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico.

Fonte
Fonte: Caroline Vicentini/Núcleo de Comunicação Social/PMI

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