Os cinco conselheiros tutelares estiveram na Câmara Municipal de Ibiporã na segunda-feira (6) para apresentar um relatório dos atendimentos realizados nos primeiros 100 dias da atual gestão que tomou posse no início deste ano.

De 10 de janeiro a 30 de abril foram 439 direitos violados envolvendo crianças e adolescentes, abrangendo os seguintes aspectos: Liberdade, Respeito e Dignidade (116); Convivência Familiar e Comunitária (106); Vida e Saúde (86); Educação, Cultura, Esporte e Lazer (102); e, Profissionalização e Proteção no Trabalho (29).

Com relação a crianças, houve 151 denúncias de negligência, 86 de violência física, 146 de conflitos familiares, 28 de abuso ou exploração sexual e cinco de trabalho infantil. Também ocorreram 21 comunicações de aluno ausente, 58 casos de Autoridade Judicial ou Ministério Público, 214 visitas foram realizadas, 116 encaminhamentos realizados, 22 reuniões, 22 estudos de caso, 222 atendimentos em sala, 14 plantões noturnos e seis abrigamentos.

No caso de adolescentes, houve 88 denúncias de negligência, 37 de violência física, 151 de conflitos familiares, 16 de abuso ou exploração sexual e cinco de trabalho infantil. Também ocorreram 40 comunicações de aluno ausente, 59 casos de Autoridade Judicial ou Ministério Público, 177 visitas foram realizadas, 62 encaminhamentos realizados, duas reuniões, seis estudos de caso, 220 atendimentos em sala, 20 plantões noturnos e nenhum abrigamento.

Neste período de 100 dias, os conselheiros expediram um total de 671 documentos, sendo 182 ofícios, 178 requisições de serviço e 311 notificações.

Durante a explanação realizada aos vereadores, os conselheiros apontaram dificuldades de infraestrutura como computadores em péssimas condições e falta de mais linhas telefônicas para prestar os atendimentos necessários. Também relataram problemas com consumo de drogas e de bebidas alcoólicas por parte de crianças e adolescentes e a falta de locais para encaminhamento e tratamento.

Os conselheiros solicitaram a volta da Patrulha Escolar e do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas), programas que foram interrompidos pelo Governo do Estado, além de melhoria no trabalho executado pela Rede de Amparo e Proteção, porque o Conselho Tutelar não atua sozinho e necessita deste atendimento conjunto que envolve sociedade e diversos setores do Poder Público Municipal e Estadual.

Também estavam presentes à reunião a pedagoga Darlene Gnann Bueno e a diretora Maria Regina Nicolau, ambas do Colégio Estadual Olavo Bilac, que fizeram questão de ressaltar a importância do trabalho desenvolvido pelo Conselho Tutelar. Elas solicitaram ajuda dos vereadores para que o atendimento feito pelos conselheiros possa melhorar ainda mais.

As duas também pediram o retorno da Patrulha Escolar, apontando o tráfico e o consumo de drogas como o principal problema enfrentando dentro e fora das escolas. Disseram que é necessária a organização da sociedade para encontrar soluções rapidamente porque, na opinião delas, a escola é a única barreira que está contendo o primitivismo e a violência que cresce a cada dia fora dos muros escolares.

Os vereadores fizeram alguns questionamentos e se prontificaram a colaborar com o Conselho Tutelar, levando as reivindicações até os governos Municipal e Estadual, em busca de uma melhor estrutura de trabalho.


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