Os vereadores teceram homenagem às mulheres em virtude da comemoração, na quarta-feira (8), do Dia Internacional da Mulher. Os elogios foram feitos durante o Período de Explicações Pessoais da Sessão Ordinária realizada na segunda-feira (6) pelos nove legisladores que compõem a Câmara Municipal de Ibiporã: Ilseu Zapelini, Kleber Machado, Mari de Sá, Miro Despachante, Professor Abreu, Rafael da Farmácia, Roberval dos Santos, Victor Carreri e Zezinho Estoril.

Todos lembraram a importância da mulher na sociedade atual e conclamaram para que mais mulheres participem ativamente da vida pública, colocando-se à disposição para filiação em partidos e participação em eleições.

No dia 8 de março, comemora-se no Brasil o Dia Internacional da Mulher. Atualmente, é comum ver um clima festivo em torno da data, com a oferta de flores às mulheres. Entretanto, o objetivo central desse dia é convidar a sociedade a refletir sobre a condição feminina no mundo e a debater a questão da igualdade de direitos entre mulheres e homens. Assim, a ocasião busca firmar a equidade de direitos entre os gêneros, sem que as diferenças biológicas entre os sexos sejam utilizadas como pretexto para diminuir o valor da mulher.

A data foi oficializada em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu aquele período também como Década da Mulher. Diversas versões justificam a escolha da data, e todas elas constroem uma imagem das mulheres como combativas, revolucionárias e de esquerda.

Não há consenso absoluto sobre a origem da celebração e diversas correntes tentam explicá-la. Em muitos relatos, menciona-se que o 8 de março teria tido início em um incêndio ocorrido em 1857 numa fábrica de Nova Iorque, durante o qual dezenas de mulheres teriam sido carbonizadas. Estudiosos do tema afirmam, entretanto, que esse evento jamais ocorreu. Segundo esses especialistas, não há registros factuais sobre um incêndio naquele ano, nem naquelas condições. Há, porém, diversos registros de greves, maus tratos e repressões de trabalhadores e trabalhadoras entre o final do século XIX até 1911, inclusive relatos de um incêndio em condições semelhantes, ocorrido em Nova Iorque, em 1910.

Os primeiros relatos de um dia dedicado à causa das mulheres aconteceram em Chicago, em 1908, quando foi celebrado o primeiro Woman’s Day (Dia da Mulher). O evento socialista, noticiado pelo jornal mensal The Socialist Woman, aconteceu num teatro e reuniu 1.500 mulheres que saudaram as reivindicações por igualdade econômica e política entre homens e mulheres. O encontro também denunciou a exploração das operárias, defendeu especialmente o direito ao voto e a igualdade de direitos. No ano seguinte, em 28 de fevereiro de 1909, foi realizado o primeiro Dia da Mulher, como movimento nacional, assumido pelo Partido Socialista. O objetivo era obter o direto de voto e o fim da escravidão sexual. Muitas mulheres, socialistas ou não, aderiram ao Dia da Mulher.

Finalmente, a celebração da data teria tido origem no ano de 1910, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague (Dinamarca). Na ocasião, a alemã Clara Zetkin, líder do movimento comunista, sugeriu a criação do Dia Internacional da Mulher, ficando a cargo de cada país escolher a data de sua conveniência. Sua proposta era seguir o exemplo das socialistas americanas. Esse acontecimento deu início ao caráter internacional do movimento.

A fixação da data no dia 8/3 estaria relacionada ao papel das operárias russas nas ações que deram início à Revolução Russa, em 1917. As trabalhadoras teriam saído às ruas naquele dia, numa manifestação espontânea, para exigir pão para seus filhos e o retorno de seus maridos e filhos da guerra. Foi o Dia Internacional das Mulheres Operárias. De acordo com registros, esse teria sido também o início da revolução que desembocou no surgimento da União Soviética.

Por fim, foi encontrado um documento da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas de 1921, no qual “uma camarada búlgara sugere o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher, lembrando a iniciativa das mulheres russas”.

Assim, o caráter combativo, de resistência e revolução do 8 de março está ligado às lutas do feminismo e dos movimentos de esquerda, ocorridos principalmente na década de 1970.


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