Muitos anos já se passaram e infelizmente ainda hoje precisamos ter um dia para falar sobre a Hanseníase, uma doença que ainda acomete muitas pessoas, que envolve muito preconceito, muitos acham que essa doença nem existe mais, no entanto, nos serviços de saúde falamos dela todos os dias. Por que ainda existe a Hanseníase, doença conhecida vulgarmente como “lepra”?

Um dos motivos importantes é a falta de informação e de detecção precoce da doença, como também o abandono ao tratamento por parte do paciente. Nesta semana profissionais da Secretaria Municipal de Saúde estiveram em reunião para discutir sobre a doença e o processo de trabalho. “Decidimos, por exemplo, pelo matriciamento de todos os casos da doença existentes no município. Através dele, discutiremos caso a caso e conseguiremos traçar medidas eficazes de combate à doença envolvendo todos os profissionais”, explica Andrea Ap. Stroka Roza de Lima, enfermeira do Centro de Referência de Especialidades Médicas de Ibiporã (CREMI).

A Hanseníase é uma doença transmissível, acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, por isso quando não tratado ou diagnosticado rapidamente causa deformidades físicas, podendo a pessoa ficar em uma cadeira de rodas e ter várias outras complicações. A doença é transmitida através da tosse e espirros, não pegamos a doença ao darmos um abraço ou um aperto de mão. Em casa ou no trabalho não é necessário separar as roupas, pratos ou talheres e copos.

 

Como saber se eu posso estar com Hanseníase?

Fique atento ao aparecimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, bem como na perda de sensibilidade ao calor, tato ou dor.

Observe a presença de caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos.

Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pés, pernas e pés.

 

Áreas com diminuição dos pelos e do suor.

Engrossamento do nervo que passa no cotovelo, levando à perda da sensibilidade e/ou diminuição da força do 5º dedo.

Cortar-se ou queimar-se sem sentir dor.

Diante de qualquer um dos sintomas acima ou de dúvida sobre a doença, não deixe de procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua casa.

Existe tratamento?

Sim, existe tratamento e é realizado em sua própria unidade de saúde e no Centro de Especialidades Médicas do município de Ibiporã, conhecido como CREMI. Os medicamentos são tomados via oral. Uma vez que o paciente inicia o tratamento depois de alguns dias não transmitirá mais a doença. Importante comunicar que atualmente seis pacientes estão em tratamento no município.


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