Imagem: Tarobá News

Aos poucos os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram chegando, mas poucos aceitaram o convite do Sindicato. No centro de Ciências Aplicadas, o debate era a possibilidade da categoria, que tem 3.251 funcionários técnicos e administrativos, parar as atividades se ficar sem salários esse mês. O problema começou no início da semana quando o Secretário Estadual de Fazenda ameaçou suspender o pagamento se a universidade não aderisse a um programa que gerencia a folha de pessoal. E por isso, a possibilidade de paralisação foi discutida, mas não era unânime.

A reitora tomou a decisão e enviou os documentos pedidos pelo governo do estado no último dia de prazo antes que tivesse que pagar uma multa diária imposta pela justiça. Mas mesmo a UEL entrando no sistema, a assessoria do governo informou que não é possível dar garantias de os salários vão ser depositados no dia 31. A posição do sindicato era pela paralisação em caso de não pagamento.

Foi um extenso debate. Muitos servidores pediram a palavra. Algumas propostas foram apresentadas. Uma delas era a deliberação de estado de greve condicionado ao pagamento. Outra, uma nova assembleia no dia 1º. Após quase duas horas de assembleia, os servidores votaram. Por 51 votos favoráveis, os servidores da UEL decretaram estado de greve caso fiquem sem os salários.

(Reportagem: Ticianna Mujalli)

Imagem: Tarobá News