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No Paraná, vereador que também é policial é preso por passar informações sigilosas

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) prendeu na quinta-feira (15), em Ibaiti, o vereador Elielson Carlos Araújo (PTB). O parlamentar, que também é investigador da Polícia Civil, é suspeito de vazar informações sigilosas de investigações.

A ‘Operação Perjúrio’ deflagrada para prender Araújo foi coordenada pelo Ministério Público da Comarca, com o apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Londrina.

De acordo com o Ministério Público, a operação resultou de investigação realizada pelo órgão, em razão de suspeitas de vazamento de informações sigilosas por parte do vereador. Durante as investigações, em que houve a infiltração de agentes num grupo investigado, constatou-se que antes da deflagração de medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário, Araújo repassou informações sigilosas, as quais tinha conhecimento em razão do cargo de policial, a fim de auxiliar os suspeitos e frustrar o cumprimento das medidas.

Ainda de acordo com o MP, no decorrer das investigações apurou-se a prática de outros crimes pelo parlamentar, dentre eles falsificação de documento público e facilitação de fuga de presos, ocorrida em fevereiro deste ano na Cadeia Pública de Ibaiti.

O MP salienta que esta não é a primeira vez que Araújo tem a prisão preventiva decretada. “Ele já esteve preso em 2016, quando foi deflagrada a ‘Operação Alcova’, que apurou a prática de crimes de exploração sexual de menores, sendo que veio a reiterar práticas criminosas conforme apurado na presente investigação”, disse a Promotora Letícia Alves.

A Promotora Nathália Galvão Arruda Torres assevera que o Ministério Público também já ingressou na esfera cível com ação por improbidade administrativa em face de Araújo. Ela afirmou que “sua atuação, na condição de policial civil, deveria garantir a segurança pública da população, reprimindo as condutas criminosas, tendo agido de forma diametralmente oposta, ao frustrar ações de combate ao crime. Ainda, diante de sua posição social de vereador, enquanto representante do povo, deveria ter um exemplo de conduta social, sendo que acabou por violar os princípios que regem a Administração Pública, em especial o princípio da moralidade e da legalidade”, ponderou.

O investigador foi levado pela Corregedoria da Polícia Civil para Curitiba, onde permanecerá preso preventivamente à disposição da Justiça.

 

Perjúrio

Conforme a Promotora de Justiça Dúnia Serpa Rampazzo, a operação foi batizada de ‘Perjúrio’ em razão da violação do juramento de ‘servir e proteger’ a sociedade, que todo policial faz ao ingressar na carreira.

 

Com informações da Massa News

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