O segundo laudo de sanidade mental do ex-guarda municipal de Londrina, no norte do Paraná, acusado de matar três pessoas e ferir outras três em abril de 2017, apontou que o ex-agente era ‘interamente capaz de entender o caráter ilícito do fato’ .

No documento, o perito concluiu que Ricardo Leandro Felippe apresentou, no momento do exame, histórico clínico psiquiátrico compatível com quadro de Transtorno Afetivo Bipolar em comorbidade com estresse excessivo. No entanto, compreendia plenamente o que estava fazendo no dia dos crimes.

A defesa de Felippe informou que não teve acesso ao laudo. Após a análise do exame, os advogados do ex-guarda municipal decidirão quais serão as próximas medidas.

Ricardo Leandro Felippe está preso na unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina I (PEL I). O laudo será analisado pela Justiça que vai decidir se o ex-guarda municipal vai à Juri Popular.

 

Segundo exame de sanidade

Em junho de 2017, uma médica do Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, emitiu uma declaração sobre o estado de saúde mental do acusado.

Na ocasião, o documento apontou que o ex-guarda não sofre de nenhum distúrbio mental. Mesmo assim, os advogados dele pediram um novo exame.

 

O crime

As mortes ocorreram em abril de 2017. Ricardo Felippe foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por 12 fatos criminosos, entre eles dois homicídios e um feminicídio, quando a morte está relacionada com violência doméstica ou quando envolve menosprezo contra a mulher.

Felippe foi preso dia 4 de abril em Maracaí, no interior de São Paulo, após a suspeita de matar o filho de uma ex-namorada e a sócia da atual companheira.

O pai da ex-namorada foi baleado no mesmo dia e faleceu no hospital, sete dias depois. A mãe e o avô da ex-companheira também foram belados, mas sobreviveram.

Com base nos relatos de 16 testemunhas, o delegado Manoel Pelisson, da Delegacia de Homicídio de Londrina, concluiu que os crimes foram motivados pelas denúncias de agressão formalizadas pelas duas mulheres.

 

Com informações do G1