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Guarda Municipal que matou três pessoas em Londrina diz não se lembrar dos crimes

A juíza Zilda Romero interrogou o Guarda Municipal, Ricardo Felippe, que matou três pessoas em abril deste ano. Foi a última audiência do caso.

Ele chegou da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) 1 perto das 13h30. Quase uma hora depois, foi levado numa viatura da Polícia Militar sob escolta até até o prédio da 6ª Vara Criminal. Ele responde por 12 crimes. Entre eles, duas tentativas e três homicídios: de Ana Regina do Nascimento, amiga e e sócia da então companheira Josiane Amorim, e do filho e do pai de outra ex-companheira, Rachel Espinosa.

Foi a última audiência do caso. Foram ouvidas duas testemunhas de defesa. Um irmão do Guarda Municipal e um médico psiquiatra que atendeu Ricardo Felippe duas vezes neste ano. Ele não chegou a classificá-lo como perigoso. Constatou apenas uma depressão leve causada por estresse no trabalho e por uma separação. Por isso, teria receitado apenas um antidepressivo com baixa dosagem.

Na sequência, foi o interrogatório do réu. Ricardo Felippe alegou não se lembrar dos crimes e não quis mais responder às perguntas. A defesa segue insistindo num laudo de insanidade mental. A juíza ainda analisa o pedido.

“O que foi juntado não é uma perícia médica nos termos que é determinado pelo código de processo penal.  O código de processo penal determina que deve ser feito um laudo. O que nós temos é uma mera declaração. Quem determina quem faz esse laudo é o Instituto Médico Legal e quem fez esta declaração é o complexo médico. São coisas distintas pela lei”, afirma a advogada de defesa, Nathalia Karolkensky.

A juíza aguarda ainda o retorno de cartas precatórias com depoimentos de testemunhas que moram em outras cidades. Depois, abre-se prazo para as alegações finais. A expectativa é que a sentença saia em um mês. Já com a decisão se o GM vai a júri popular ou não.

“Há vários elementos no processo que demonstram que ele sabia exatamente aquilo que ele estava fazendo, depoimentos testemunhas, a maneira que ele agiu, telefonemas que ele deu, o percurso que ele deu. Para elaboração de um laudo de insanidade, por hora, o Ministério Público não vê a necessidade disso”, explica a promotora Suzana Lacerda.

 

Com informações do Tarobá News

 

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