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Desenvolver diabetes tipo 2 pode ser indicador de câncer de pâncreas

Um novo estudo, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que o diabetes tipo 2 de início recente (um a três anos de diagnóstico) pode ser uma indicação precoce do câncer de pâncreas. A doença metabólica foi associada a um aumento de 2,3 vezes
no risco de desenvolver o tumor.

Este tipo de câncer é um dos mais fatais, muitas vezes por conta do diagnóstico tardio. Assim, a identificação de pessoas com alto risco de ter a doença, além da capacidade de detectar o câncer de pâncreas mais cedo, provavelmente aumentaria a sobrevida dospacientes.

O diabetes já havia sido consistentemente associado ao câncer de pâncreas em estudos anteriores, que apontaram um risco duas vezes maior de desenvolver câncer de pâncreas entre quem tinha a doença. Tanto que a prevalência de diabetes entre pacientes com
tumor pancreático é excepcionalmente alta em relação a outros tipos de câncer.
De acordo com os pesquisadores, a maioria dos pacientes diabéticos com câncer de pâncreas é diagnosticada com diabetes menos de três anos antes de descobrir o tumor.
No estudo, um total de 15.833 (32,3%) participantes desenvolveram diabetes entre 1993 e 2013. Desses, 536 tiveram câncer pancreático. Desses, 52,3% desenvolveram diabetes nos 36 meses anteriores ao diagnóstico do tumor. No grupo controle (sem diabetes), 280 participantes tiveram o câncer.
O diabetes de início recente foi notavelmente maior entre os casos de câncer de pâncreas (16,4%) em comparação com aqueles com câncer colorretal (6,7%), mama (5,3%) e próstata (5,5%). Os resultados confirmam a hipótese de que o diabetes de início recente é
uma manifestação do desenvolvimento de câncer de pâncreas.
O trabalho sugere que esses pacientes representam uma população de alto risco e precisam ser avaliados, para investigar se há fatores de risco adicionais, além de fazerem testes focados no diagnóstico precoce da doença.
“Nossas descobertas apoiam fortemente a hipótese de que o diabetes de início recente é uma consequência do câncer de pâncreas e que o diabetes de longa data é um fator de risco para esse tumor. É importante mostrar que a associação entre as duas é
observada em afro-americanos e latinos, duas populações minoritárias pouco estudadas”, disse uma das autoras do estudo, Wendy Setiawan.

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